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domingo, 14 de junho de 2009

Em homenagem a minha prima e amiga Bárbara...




Psique era a mais nova de três filhas de um rei de Mileto e era extremamente bela. Sua beleza era tanta que pessoas de várias regiões iam admirá-la, assombrados, rendendo-lhe homenagens que só eram devidas à própria Afrodite.

Profundamente ofendida e enciumada, Afrodite enviou seu filho, Eros, para fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio e vil de toda a terra. Porém, ao ver sua beleza, Eros apaixonou-se profundamente.
O pai de Psique, suspeitando que, inadvertidamente, havia ofendido os deuses, resolveu consultar o oráculo de Apolo, pois suas outras filhas encontraram maridos e, no entanto, Psique permanecia sozinha. Através desse oráculo, o próprio Eros ordenou ao rei que enviasse sua filha ao topo de uma solitária montanha, onde seria desposada por uma terrível serpente. A jovem aterrorizada foi levada ao pé do monte e abandonada por seu pesarosos parentes e amigos. Conformada com seu destino, Psique foi tomada por um profundo sono, sendo, então, conduzida pela brisa gentil de Zéfiro a um lindo vale.
Quando acordou, caminhou por entre as flores, até chegar a um castelo magnífico. Notou que lá deveria ser a morada de um deus, tal a perfeição que podia ver em cada um dos seus detalhes. Tomando coragem, entrou no deslumbrante palácio, onde todos os seus desejos foram satisfeitos por ajudantes invisíveis, dos quais só podia ouvir a voz.

Chegando a escuridão, foi conduzida pelos criados a um quarto de dormir. Certa de ali encontraria finalmente o seu terrível esposo, começou a tremer quando sentiu que alguém entrara no quarto. No entanto, uma voz maravilhosa a acalmou. Logo em seguida, sentiu mãos humanas acariciarem seu corpo. A esse amante misterioso, ela se entregou.. Quando acordou, já havia chegado o dia e seu amante havia desaparecido. Porém essa mesma cena se repetiu por diversas noites.

Enquanto isso, suas irmãs continuavam a sua procura, mas seu esposo misterioso a alertou para não responder aos seus chamados. Psique sentindo-se solitária em seu castelo-prisão, implorava ao seu amante para deixá-la ver suas irmãs. Finalmente, ele aceitou, mas impôs a condição que, não importando o que suas irmãs dissessem, ela nunca tentaria conhecer sua verdadeira identidade.
Quando suas irmãs entraram no castelo e viram aquela abundância de beleza e maravilhas, foram tomadas de inveja. Notando que o esposo de Psique nunca aparecia, perguntaram maliciosamente sobre sua identidade. Embora advertida por seu esposo, Psique viu a dúvida e a curiosidade tomarem conta de seu ser, aguçadas pelos comentários de suas irmãs.

Seu esposo alertou-a que suas irmãs estavam tentando fazer com que ela olhasse seu rosto, mas se assim ela fizesse, ela nunca mais o veria novamente. Além disso, ele contou-lhe que ela estava grávida e se ela conseguisse manter o segredo ele seria divino, porém se ela falhasse, ele seria mortal.

Ao receber novamente suas irmãs, Psique contou-lhes que estava grávida, e que sua criança seria de origem divina. Suas irmãs ficaram ainda mais enciumadas com sua situação, pois além de todas aquelas riquezas, ela era a esposa de um lindo deus. Assim, trataram de convencer a jovem a olhar a identidade do esposo, pois se ele estava escondendo seu rosto era porque havia algo de errado com ele. Ele realmente deveria ser uma horrível serpente e não um deus maravilhoso.
Assustada com o que suas irmãs disseram, escondeu uma faca e uma lâmpada próximo a sua cama, decidida a conhecer a identidade de seu marido, e se ele fosse realmente um monstro terrível, matá-lo. Ela havia esquecido dos avisos de seu amante, de não dar ouvidos a suas irmãs.

A noite, quando Eros descansava ao seu lado, Psique tomou coragem e aproximou a lâmpada do rosto de seu marido, esperando ver uma horrenda criatura. Para sua surpresa, o que viu porém deixou-a maravilhada. Um jovem de extrema beleza estava repousando com tamanha quietude e doçura que ela pensou em tirar a própria vida por haver dele duvidado.
Enfeitiçada por sua beleza, demorou-se admirando o deus alado. Não percebeu que havia inclinado de tal maneira a lâmpada que uma gota de óleo quente caiu sobre o ombro direito de Eros, acordando-o.

Eros olhou-a assustado, e voou pela janela do quarto, dizendo:
- "Tola Psique! É assim que retribuis meu amor? Depois de haver desobedecido as ordens de minha mãe e te tornado minha esposa, tu me julgavas um monstro e estavas disposta a cortar minha cabeça? Vai. Volta para junto de tuas irmãs, cujos conselhos pareces preferir aos meus. Não lhe imponho outro castigo, além de deixar-te para sempre. O amor não pode conviver com a suspeita."

Quando se recompôs, notou que o lindo castelo a sua volta desaparecera, e que se encontrava bem próxima da casa de seus pais. Psique ficou inconsolável. Tentou suicidar-se atirando-se em um rio próximo, mas suas águas a trouxeram gentilmente para sua margem. Foi então alertada por Pan para esquecer o que se passou e procurar novamente ganhar o amor de Eros.
Por sua vez, quando suas irmãs souberam do acontecido, fingiram pesar, mas partiram então para o topo da montanha, pensando em conquistar o amor de Eros. Lá chegando, chamaram o vento Zéfiro, para que as sustentasse no ar e as levasse até Eros. Mas, Zéfiro desta vez não as ergueram no céu, e elas caíram no despenhadeiro, morrendo.

Psique, resolvida a reconquistar a confiança de Eros, saiu a sua procura por todos os lugares da terra, dia e noite, até que chegou a um templo no alto de uma montanha. Com esperança de lá encontrar o amado, entrou no templo e viu uma grande bagunça de grãos de trigo e cevada, ancinhos e foices espalhados por todo o recinto. Convencida que não devia negligenciar o culto a nenhuma divindade, pôs-se a arrumar aquela desordem, colocando cada coisa em seu lugar. Deméter, para quem aquele templo era destinado, ficou profundamente grata e disse-lhe:
- "Ó Psique, embora não possa livrá-la da ira de Afrodite, posso ensiná-la a fazê-lo com suas próprias forças: vá ao seu templo e renda a ela as homenagens que ela, como deusa, merece."
Afrodite, ao recebê-la em seu templo, não esconde sua raiva. Afinal, por aquela reles mortal seu filho havia desobedecido suas ordens e agora ele se encontrava em um leito, recuperando-se da ferida por ela causada. Como condição para o seu perdão, a deusa impôs uma série de tarefas que deveria realizar, tarefas tão difíceis que poderiam causar sua morte.

Primeiramente, deveria, antes do anoitecer, separar uma grande quantidade de grãos misturados de trigo, aveia, cevada, feijões e lentilhas. Psique ficou assustada diante de tanto trabalho, porém uma formiga que estava próxima, ficou comovida com a tristeza da jovem e convocou seu exército a isolar cada uma das qualidades de grão.
Como 2ª tarefa, Afrodite ordenou que fosse até as margens de um rio onde ovelhas de lã dourada pastavam e trouxesse um pouco da lã de cada carneiro. Psique estava disposta a cruzar o rio quando ouviu um junco dizer que não atravessasse as águas do rio até que os carneiros se pusessem a descansar sob o sol quente, quando ela poderia aproveitar e cortar sua lã. De outro modo, seria atacada e morta pelos carneiros. Assim feito, Psique esperou até o sol ficar bem alto no horizonte, atravessou o rio e levou a Afrodite uma grande quantidade de lã dourada.
Sua 3ª tarefa seria subir ao topo de uma alta montanha e trazer para Afrodite uma jarra cheia com um pouco da água escura que jorrava de seu cume. Dentre os perigos que Psique enfrentou, estava um dragão que guardava a fonte. Ela foi ajudada nessa tarefa por uma grande águia, que voou baixo próximo a fonte e encheu a jarra com a negra água.

Irada com o sucesso da jovem, Afrodite planejou uma última, porém fatal, tarefa. Psique deveria descer ao mundo inferior e pedir a Perséfone, que lhe desse um pouco de sua própria beleza, que deveria guardar em uma caixa. Desesperada, subiu ao topo de uma elevada torre e quis atirar-se, para assim poder alcançar o mundo subterrâneo. A torre porém murmurou instruções de como entrar em uma particular caverna para alcançar o reino de Hades. Ensinou-lhe ainda como driblar os diversos perigos da jornada, como passar pelo cão Cérbero e deu-lhe uma moeda para pagar a Caronte pela travessia do rio Estige, advertindo-a:
- "Quando Perséfone lhe der a caixa com sua beleza, toma o cuidado, maior que todas as outras coisas, de não olhar dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais."

Seguindo essas palavras, conseguiu chegar até Perséfone, que estava sentada imponente em seu trono e recebeu dela a caixa com o precioso tesouro. Tomada porém pela curiosidade em seu retorno, abriu a caixa para espiar. Ao invés de beleza havia apenas um sono terrível que dela se apossou.
Eros, curado de sua ferida, voou ao socorro de Psique e conseguiu colocar o sono novamente na caixa, salvando-a.
Lembrou-lhe novamente que sua curiosidade havia novamente sido sua grande falta, mas que agora podia apresentar-se à Afrodite e cumprir a tarefa.

Enquanto isso, Eros foi ao encontro de Zeus e implorou a ele que apaziguasse a ira de Afrodite e ratificasse o seu casamento com Psique. Atendendo seu pedido, o grande deus do Olimpo ordenou que Hermes conduzisse a jovem à assembléia dos deuses e a ela foi oferecida uma taça de ambrosia. Então com toda a cerimônia, Eros casou-se com Psique, e no devido tempo nasceu seu filho, chamado Voluptas (Prazer).



Retirei esta história daqui!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O Holocausto! Que horror!


Recebi esta foto hoje de uma amiga e não quis deixar passar...
A Segunda Guerra Mundial terminou há mais de 60 anos.
Que coisas assim nunca mais aconteçam!

"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam".
(Edmund Burke)

domingo, 26 de agosto de 2007

O Presente Mais Especial !!

Era uma cidade perdida entre a exuberância da mata e o escarpado da serra.

Uma cidade do interior como muitas outras. Na única escola havia uma só classe de alunos e uma única professora.
As crianças, de variadas idades, eram amadas por ela e com carinho acolhidas todos os dias para as horas de ensino.

Para aquela mestra, cada menino e menina era uma criatura especial.

Quando chegou o dia do professor os alunos desejavam lhe dizer que também a amavam muito e lhe levaram presentes.

Agitadas, cada uma delas desejava entregar antes a sua dádiva.

Os filhos do dono da chácara próxima trouxeram uma cesta de frutos. Cada um mais bonito e cheiroso que o outro.

Os filhos do dono da granja trouxeram uma boa quantidade de ovos.

A filha da cozinheira do restaurante trouxe um bonito bolo de cenoura, com cobertura de chocolate.

Os três irmãos que viviam na fazenda lhe trouxeram um pequeno animal, um cabritinho.

A cada um, emocionada, ela abraçava e agradecia.

Por fim, o menino-índio, o único índio na escola, lhe deu uma concha.
Ela ficou encantada com a beleza da concha e, recordando seus próprios tempos de infância, colocou-a no ouvido para escutar o barulho do mar.

Ficou embevecida. Pela sua mente passaram as cenas dos dias em que, criança, brincava na areia, molhava os pés nas ondas que morriam na praia, fazia castelos e fortalezas.

Quando foi abraçar o menino, reparou que suas pernas e pés estavam empoeiradas, que a unha do dedão estava quebrada e que seu short estava sujo.

A camisa estava molhada de suor. Braços e mãos estavam imundos. O rostinho - bom, naquele rostinho suado os olhos faiscavam de alegria, percebendo o encanto da professora com a concha.

Foi no confronto com esses olhos que ela se deu conta de que a praia mais próxima estava a três horas de caminhada.

Considerando a volta, isso significava seis horas de caminhada ininterrupta.

Perguntou ao menino: "Mas você foi buscar essa concha para mim tão longe?"

Sorrindo ainda, ele respondeu: "A caminhada faz parte do presente."



               Esta história me foi enviada por e-mail pela minha prima Sheila, do RJ. Não estava escrito o nome do autor! Fiquei emocionada quando a li ao pensar, imaginando cada cena, como a criança é sincera em suas atitudes.
Um presente não precisa custar caro. Nosso coração, nosso amor, é o que temos de mais especial para oferecer àqueles a quem amamos! Incondicionalmente...

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Uma História!

UFRGS
PEAD – Sapiranga
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA I
Professora: Silvana Corbelini

Trilha Psicanalítica

Atividade 6

Era uma vez uma menina. Uma menina cheia de sonhos...
Ela cresceu como qualquer outra menina, sem preocupações (preocupação era coisa para adultos). Entre tudo o que fazia, o que mais gostava era de brincar, brincar muito, brincar com as irmãs, com amigos, amigas e até sozinha, quando não tinha companhia. Adorava brincar de escola! Nessas brincadeiras ela era sempre a professora. Como era bom ser a professora! Professora de suas irmãs, de seus bichinhos de brinquedo... Quando não tinha gente pra brincar junto, brincava de brinquedo-escola. Em sua escola de brinquedo sempre tinham muitos meninos e meninas que sonhavam como ela... Alí tudo sempre dava certo! Mas quando essa menina foi estudar numa escola de verdade, ficou surpresa ao ver que nem tudo era como ela imaginava! Puxa! A escola em que ela estudava não era igual a Escola que ela imaginava! Mas ela continuava, sempre com esperança, afinal, as coisas poderiam mudar e esta escola poderia sofrer uma transformação e se tornar “mágica”, tão mágica quanto a “sua Escola”!
Essa menina cresceu! Estudando muito, quis continuar suas brincadeiras de escola. Quis ser professora de verdade! Da brincadeira quando criança, a realidade. Queria que seus alunos tivessem em sua sala de aula a felicidade que ela teve (algumas vezes sim, outras não). Melhor: Ela queria que seus alunos tivessem mais do que ela teve, que eles nunca passassem pelas dificuldades que ela mesma passou com alguns professores. Que não tivessem seus sonhos desfeitos. Queria que seus alunos fossem respeitados, valorizados, amados! Ela queria que seus alunos encontrassem na escola o lugar ideal para crescer (por fora e por dentro). Ela queria que seus alunos aprendessem com muito prazer, sem ter a obrigação de aprender. Que seus alunos pudessem mostrar tudo o que sabiam, o que sentiam, tudo o que imaginavam, tudo o que criavam, tudo o que podiam, tudo o que sonhavam... Ela queria que seus alunos acreditassem na Escola! Que seus alunos achassem que a Escola é mesmo o local pra ser sempre feliz! Muito feliz!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Uma história...



Tenho guardado um jornalzinho de uma escola na qual estudei (Carmela Dutra, onde fiz o curso adicional de Ciências e Matemática) acreditem, de dezembro de 1976! Entre outras histórias, tem uma em particular que faz com que nós, professores, repensemos nossa atuação em sala de aula! A imagem eu pesquisei agora na Web, "não é do meu tempo", não!!


Aí está ela:

Eu lecionei a todos eles...

Tenho ensinado no ginásio, por dez anos. Durante esse tempo eu lecionei entre outros, a um assassino, um evangelista, um pugilista, um ladrão e um imbecil.
O assassino era um menino que sentava no lugar da frente e me olhava com seus olhos azuis; o evangelista era o mais popular da escola, era o líder dos jogos entre os mais velhos; o pugilista ficava parado perto da janela e, de vez em quando,soltava uma gargalhada abafada, que até fazia tremer os gerânios; o ladrão era um coração alegre, diria libertino, sempre com uma canção jocosa em seus lábios; o imbecil, um pequenino animal de olhar macio, dócil, procurando as sombras.
O assassino espera a morte numa penitenciária do Estado; o evangelista está enterrado, há um ano, no cemitério da Vila; o pugilista perdeu um olho numa briga em Hong-Kong; o ladrão, na ponta dos pés, pode ver da prisão, as janelas do meu quarto; o de olhar macio, bate com a cabeça na parede forrada de uma cela, no asilo municipal.
Todos estes, um dia, sentaram na minha sala de aula; sentaram e olharam para mim, gravemente, das suas carteiras escuras e usadas.

Eu devo ter sido uma grande ajuda para esses alunos... Eu lhes ensinei o esquema da rima dos sonetos elizabeteanos e como colocar em diagrama uma sentença completa...

(N. John White, High School, Stillwater, Oklahoma. Traduzido e adaptado por Maria Aldina Silveira Furtado).


Após ter digitado toda a história aqui, só por curiosidade procurei-a no Google, mas pensando que não iria achá-la. Surpresa, encontrei a mesma história! Uma palavra ou outra está diferente, mas o significado é o mesmo...
Vamos refletir...